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Os maiores desertos do Mundo

por Mäyjo, em 08.04.20

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Deserto, em Geografia, é uma região que tem pouca precipitação. Muitos desertos têm um total anual de precipitação inferior a 400 mm.

Uma consequência desta característica é serem regiões quentes e áridas e por isso serem também áreas com pouca vida.

Além dos desertos quentes, podemos também encontrar os desertos frios, como são os casos da Antártida e no Ártico. 

 

1 – Antártida (13.829.430 km2)

Por estranho que possa parecer a Antártica surge nesta lista, pois, apesar do muito gelo, esta é uma grande área na qual a evaporação ultrapassa a precipitação.

 

2 – Ártico (13.726.937 km2)
Se o primeiro lugar em extensão territorial está no Polo Sul, o segundo está no Polo Norte. O deserto do Ártico é outra área fria que, apesar do gelo, tem também uma evaporação muito superior à precipitação anual. Estas áreas também são conhecidas como desertos polares ou desertos frios.

 

Na lista dos maiores desertos, os desertos que se seguem são desertos quentes.

 

3 – Saara, no Continente Africano (9.100.100 km2)
Surge em terceiro lugar o grande deserto do Saara, que é também conhecido por ser o maior deserto de areia em extensão territorial.

 

4 – Deserto da Arábia - Oriente Médio (2.300.000 km2)

É um deserto localizado na região da Arábia Saudita. As temperaturas variam entre os 40°C e até 50°C no período mais quente e de 5°C a 15°C no período mais frio.

 

5 – Deserto de Gobi - China (1.300.000 km2)

É um extenso deserto entre a região norte da República Popular da China e região sul da Mongólia, a palavra Gobi significa deserto em mongol. A temperatura média anual é de -2,5°C a 2,8°C.

 

6 – Deserto de Kalahari - sul da África (900.000 km2)

Abrange áreas do sul da África e é gerado devido as condições atmosféricas locais, como a corrente marítima fria de Benguela que atua na costa sudoeste da África.

 

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publicado às 17:22

Eis-nos aqui

por Mäyjo, em 04.04.20



Aqui estamos, aqui chegamos. 

Há cinquenta anos que essa turbulência ameaça os altos-fornos da incúria da humanidade, ai estamos. Sobre o muro, à beira do abismo, como só o homem pode fazer de maneira brilhante, que só percebe a realidade quando ela o magoa. 

Como a nossa boa e velha cigarra, a quem emprestamos as nossas qualidades despreocupadas.  Nós cantamos, dançamos. Quando digo "nós", quero dizer um quarto da humanidade, enquanto o resto estava lutando.

Construímos uma vida melhor, deitamos os nossos pesticidas na água, nossos fumos no ar, conduzimos três carros, esvaziamos as minas, comemos morangos vindos do fim do mundo, viajamos em todos os sentidos, iluminamos as noites, usamos sapatos de ténis que brilham quando andamos, engordamos, molhamos o deserto, acidificamos a chuva, criamos clones, francamente, podemos dizer que nos divertimos muito.

Conseguimos truques absolutamente surpreendentes, muito difíceis, como derreter icebergs, criar criaturas geneticamente modificadas, deslocar a corrente do Golfo, destruir um terço das espécies vivas, explodir o átomo, afundar resíduos radioativos no solo, nem vistos nem conhecidos.  Francamente, nós gozamos muito. Francamente, aproveitamos.  E gostaríamos de continuar, pois escusado será dizer que é mais engraçado andar de um avião com ténis luminosos do que apanhar batatas. Claro que sim.

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Mas eis-nos aqui.

Na Terceira Revolução. Que é muito diferente das duas primeiras (a Revolução neolítica e a Revolução industrial, para relembrar) porque não foi escolhida. 

"Temos de fazer isso, a Terceira Revolução?" perguntarão algumas mentes relutantes e tristes.

Sim.  Não temos escolha, já começou, não nos pediu nossa opinião. Foi a Mãe Natureza que a decidiu fazer, depois de nos deixar brincar com ela durante décadas. A Mãe Natureza, exausta, suja, sem sangue, fecha as nossas torneiras. Do petróleo, do gás,  do urânio, do ar, da água.

Seu ultimato é claro e impiedoso: Salvem-me ou morram comigo (com exceção das formigas e aranhas que nos sobreviverão, porque são muito resistentes e, além disso, pouco dançarinas).

Salvem-me ou morram comigo.  Obviamente, dito assim, entendemos que não temos escolha, corremos imediatamente e, mesmo que tenhamos tempo, pedimos desculpas, em pânico e com vergonha.  Alguns, um pouco sonhadores, estão a tentar um alargamento do prazo, para se divertirem com o crescimento mais um bocado. 

Perda de tempo. Há trabalho a fazer, mais do que a humanidade já alguma vez teve.  Limpar o céu, lavar a água, desobstruir a terra, abandonar o carro, parar a energia nuclear, recolher os ursos polares, apagar quando sair, manter a paz, conter a ganância, encontrar morangos perto de sua casa, não, não saia à noite para os colher todos, deixe para o vizinho, relançar barcos à vela, deixar o carvão onde está, - tenha cuidado, não se deixe tentar, deixe esse carvão em paz - recupere o esterco, mije nos campos (para obter fósforo, não temos mais, tiramos tudo nas minas, como nos divertimos).

Esforce-se. Reflita, até. E, sem querer ofender com um termo obsoleto, seja solidário.

Com o vizinho, com a Europa, com o mundo.

Programa colossal este o da Terceira Revolução. Sem escapatória, vamos lá. Ainda, deve-se notar que a recolha de esterco, e todos os que o fizeram sabem, é uma atividade fundamentalmente satisfatória.
Que não impede de dançar à noite, não é incompatível.  Desde que a paz exista, desde que se contenha o regresso da barbárie - outra das grandes especialidades do homem, talvez a mais bem-sucedida.

A esse preço, teremos sucesso na Terceira Revolução. A esse preço, dançaremos, de maneira diferente, sem dúvida, mas dançaremos novamente.»

Fred Vargas (Frédérique Audoin-Rouzeau), Arqueóloga e Escritora, 2008

Fonte:  https://framablog.org/2009/09/10/fred-vargas-nous-y-sommes/ (tradução livre)

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publicado às 07:44

Para aprender sobre o ambiente e a natureza enquanto estamos em casa

por Mäyjo, em 30.03.20

Durante os próximos dias, uma especialista em Educação Ambiental, da ANP/WWF Portugal tem preparadas várias sessões a que podes assistir gratuitamente!
Eles querem contar com a presença de todos, e acreditam (e eu também) que esta é uma ótima maneira de manter não só os mais novos, mas toooodos entretidos! 
E é também um ótimo elo de ligação com a natureza.


Espreita os eventos que foram criados no facebook ou no site, lá estão disponíveis os links para todas as sessões. 

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publicado às 10:43

Camada de ozono acima da Antártida recupera e trava alterações na região

por Mäyjo, em 28.03.20

Resultados publicados na "Nature" mostram a reversão de algumas mudanças preocupantes nas correntes de ar no hemisfério sul.

Uma investigação publicada na revista científica “Nature” conclui que o Protocolo de Montreal, acordo assinado em 1987 para parar de produzir substâncias destruidoras da camada de ozono, está a ter resultados positivos e que já é possível ver reversões, de algumas mudanças preocupantes, nas correntes de ar no hemisfério sul.

Na região dos polos da Terra, a uma altitude elevada, existem correntes de ar rápidas, chamadas correntes de jato. O que estava a acontecer antes do protocolo era que o buraco na camada de ozono gerava essas correntes mais a sul do que o habitual, provocando alterações  no padrão da precipitação e nas correntes oceânicas.

10 anos depois da assinatura do Protocolo de Montreal, a mudança parou subitamente. A investigação agora publicada mostra que a pausa não se deveu apenas a alterações naturais dos ventos, mas sim ao impacto causado pela redução da camada de ozono.

Espera-se agora que a chuva que foi afastada, pela corrente, para longe das áreas costeiras da Austrália possa regressar, por exemplo.

“As correntes que trazem o ar frio na direção do polo Sul têm vindo a reduzir e é por isso que o sul da Austrália sentiu uma queda enorme na pluviosidade nos últimos 30 anos”, referiu Ian Rae, químico orgânico da Universidade de Melbourne, citado pela “Visão”. “Se a camada de ozono está a recuperar e a circulação de ar a voltar mais para norte, são boas notícias em duas frentes.” 

Já no ano passado, o buraco na camada de ozono na Antártida atingira o seu menor pico desde 1982, mas ainda há muito caminho a fazer. Afinal, nos últimos anos, houve um aumento de produtos químicos, que destroem essa mesma camada de ozono. 

0dfdf863e9deacffff759819a2f45f50-754x394.jpgBoas notícias para o hemisfério sul.

 

 

Fonte: NiT

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publicado às 07:49

A propósito da Pandemia de COVID-19

por Mäyjo, em 15.03.20
«Mensagem partilhada pelo médico famalicense Rui Guedes...
 
🚨🚨 IMPORTANTE 🚨🚨
 
Caros amigos,
 
Não somos entidades com nomes sonantes nem peritos em epidemiologia, somos apenas a arraia miúda, médicos que vivem diariamente num Sistema Nacional de Saúde (SNS) que no seu basal já trabalha no limite, e como tal, vemos com apreensão os dias que se avizinham.

Não estamos satisfeitos com o modo como a situação do COVID-19 tem sido conduzida pelas entidades competentes. Na tentativa atendível de não causar pânico, a verdadeira mensagem não está a passar e a nossa perceção é que pessoas fora da área da Saúde acham que o atual cenário “é um exagero”. Compreendemos em plenitude, não fossem tantas as vezes que a comunicação social nos anuncia a catástrofe iminente, que como ao proverbial rapaz os ignoramos quando há mesmo um lobo.

Assim, pretendemos deixar umas notas, que vindas de alguém que conhecem poderão ter o impacto que conferências de imprensa não têm conseguido.

Com base no cenário que vemos em Itália e que começamos a ver em Espanha (e na informação que vai sendo partilhada entre a comunidade médica) consideramos ser necessário dizer e reforçar o seguinte:
 
1- Mais de 80% das pessoas infetadas com o COVID-19 terão sintomas muito leves, semelhantes a uma simples constipação ou a um síndrome gripal ligeiro. Estes casos podem e devem evitar idas aos Serviços de Urgência. Não o dizemos por capricho! Não há qualquer tratamento a oferecer aos casos ligeiros, não há nada que se possa fazer num hospital que os impeça de agravar (e a vasta maioria não agravarão e passarão por si sós!). Breve, ir ao hospital não vos adiantará nada pessoalmente e pelo contrário porá em risco todos os outros utentes e profissionais.
 
2- Pelo menos 10% dos casos serão graves o suficiente para causar falta de ar e obrigar a idas ao Hospital. Alguns destes serão graves o suficiente para precisarem de ventilação mecânica (“ficar ligado à máquina”). Apesar de estes casos graves serem maioritariamente pessoas idosas ou com doenças que os fragilizam, também acontecerão casos de pessoas jovens saudáveis (se 0.2% dos jovens afetados precisarem de ventilação, no caso de 10.000 afetados serão 20 jovens em Portugal em estado grave). Nos idosos e pessoas com problemas de saúde, essa percentagem pode chegar aos 15-20%, o que significa potencialmente uma enormidade de doentes graves que o SNS não terá capacidade de assistir da melhor forma, que é o que se vê acontecer em Itália, onde ventiladores estão a ser recusados logo à partida, sem qualquer contemplação, a pessoas com mais de 60 anos.


3- O que podemos fazer? Tentar que em vez de termos 10.000 casos até ao final de Março, tenhamos esses 10.000 casos espalhados no tempo ao longo de 6 meses. Faz muita diferença um hospital ter no mesmo dia 10 pessoas a precisar de ventilador ou ter 50 pessoas a precisar de ventilador. É simples, não vai haver para todos. Como podemos atrasar então o surgimento de novos casos? Isolarmo-nos o mais possível. E cada dia conta no atraso que vamos conseguir!
 
Imagem de Globo
 4- Se és dono de uma empresa ou de um escritório considera fechar portas e colocar os funcionários a trabalhar tanto quanto possível de casa. Pensa assim, vais ter que fechar  portas em duas semanas de qualquer forma, com uma grande diferença: salvaste vidas!!
 
5- Se podes trabalhar de casa, deves absolutamente fazê-lo.
 
6- Não vás ao ginásio, vai dar uma corrida (não em grupo!) e faz umas flexões em casa. Não vás ao café. Não vás ao restaurante. Escusado será mencionar esse ambiente fresco e arejado que existe em discotecas e bares noturnos. Almoço de fim de semana em casa dos avós? Cancelem. Jantar de anos da Filipa? Não vai dar, a Filipa compreenderá, mais não seja em duas semanas quando perceber a dimensão do problema.
 
7- As crianças, ao contrário do que se viu escrito em alguns locais, parecem ser bastante contagiosas. Apresentam também muito poucos sintomas quando estão infetadas. Ou seja, devemos evitar o contacto entre as crianças da família e respetivos avós e outros membros mais frágeis. Pelo lado bom e para tranquilizar: tanto quanto sabemos (e já sabemos alguma coisa após tantos milhares de casos pelo Mundo) não há qualquer caso de doença grave em crianças menores de 10 anos. Os sacanitas são rijos, mas muito contagiosos.
 
8- A máscara só é útil para quem já está a tossir e espirrar - para pessoas sem sintomas ajuda pouco. Importante mesmo é lavar as mãos frequentemente e evitar tocar na cara/boca/olhos. E manter distância social: não há apertos de mão, não há beijinhos e falar de perto é também má ideia (vá, todos conhecemos aquela pessoa que manda muitos “perdigotos”).
 
9- Não é demais salientar que durante esta época as outras doenças, acidentes e infortúnios vários não vão tirar férias. Continuarão a existir AVCs, ataques cardíacos, outras infeções, acidentes de viação, exatamente na mesma quantidade de antes. Com uma diferença saliente: quando esses doentes graves precisarem de vaga nos cuidados intensivos (que mesmo num dia bom já são insuficientes e difíceis de gerir), podem bem não a ter. A mortalidade do COVID não é só a mortalidade do COVID - com um sistema a trabalhar para lá do limite, todas as outras doenças que já antes matavam, matarão mais.
 
10- Terminamos com uma nota importante: o pânico é contraproducente. Ninguém tem necessidade de açambarcar setecentos rolos de papel higiénico. A sociedade como a conhecemos não colapsará. Mas isto não é a gripe A, não é a vespa asiática, não é a crise dos combustíveis, não é nenhuma das mais recentes catástrofes sempre anunciadas e felizmente nunca cumpridas. Desta vez é a sério (palavra de escuteiro) e cabe a cada um de nós fazer a sua parte para que seja o menos sério possível.»

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publicado às 07:03

Efeitos do Coronavírus

por Mäyjo, em 07.03.20

O novo coronavírus, COVID-19, para além das consequências em termos de saúde, também provoca consequências no turismo que já são “visíveis” através de fotografias de satélite.

Após as imagens da NASA e da ESA que mostraram a redução da poluição na China, os satélites que monitorizam a Terra voltam a mostrar outros efeitos colaterais do novo coronavírus. Agora os as imagens mostram alguns pontos turísticos que já “sentem” os efeitos desta epidemia.

As fotografias aéreas são divulgadas pela empresa de tecnologia espacial Maxar e mostram o antes e o depois de espaços normalmente bastante movimentados, agora com muito menos pessoas.

As imagens dos “antes” remontam há uns meses, as do “agora” apenas há alguns dias, com diferenças óbvias. Os “visados” incluem atrações turísticas, destinos religiosos, mas também aeroportos, esvaziados à medida que se cancelam viagens de negócios e de lazer.

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Ruas de Wuhan - China

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Praça Tiananmen - Pequim

Santuário de Fátima Masumeh-Qom .jpeg

Santuário de Fátima Masumeh-Qom

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Duomo - Milão

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Grande Mesquita de Meca

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Aeroporto de Teerão - Irão

 

 

 

 

 

 

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publicado às 07:42

Portugal tem taxa de mortalidade reduzida em doenças evitáveis e tratáveis

por Mäyjo, em 24.01.20

Portugal apresenta uma taxa de mortalidade reduzida em doenças evitáveis e tratáveis. Esta é uma das conclusões do relatório sobre a Situação da Saúde na União Europeia 2019, elaborado pela OCDE e pelo Observatório Europeu de Políticas e Sistemas de Saúde.

O documento destaca a eficiência do Serviço Nacional de Saúde (SNS), assim como o facto de Portugal apresentar uma taxa de mortalidade mais baixa do que a média europeia, quando provocada por causas evitáveis e tratáveis, como o cancro do pulmão, doenças relacionadas com o álcool e acidentes vasculares cerebrais.

O relatório traça o perfil de saúde de 30 países (28 da União Europeia, Islândia e Noruega) destaca ainda indicadores como a Esperança Média de Vida dos portugueses, que atingiu, em 2017, os 81,6 anos, valor acima da média europeia.
No que diz respeito à vacinação, Portugal apresenta taxas de imunização em crianças contra a difteria, o tétano, a tosse convulsa e sarampo bastante acima do que é praticado nos restantes países da UE.

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Também na área dos rastreios a doenças oncológicas Portugal encontra-se acima da média: quer para o cancro da mama (84% em Portugal contra 61% na UE) e para o cancro do colo do útero (71% em Portugal e 66% na média europeia).

O relatório destaca ainda evoluções positivas no âmbito do diagnóstico e tratamento de doenças oncológicas, registando-se, consequentemente, melhorias nas técnicas cirúrgicas, na radioterapia e na quimioterapia combinada.

 

Portugal também apresenta resultados positivos nas taxas de sobrevivência ao fim de cinco anos para alguns cancros tratáveis, estando, inclusivamente, acima da média da UE, sobretudo no que toca aos cancros da mama e da próstata.

 

PRINCIPAIS CONCLUSÕES DO RELATÓRIO SOBRE A SITUAÇÃO DA SAÚDE NA UE

O relatório de acompanhamento revela algumas das maiores tendências a nível da transformação dos sistemas de saúde dos 28 países da UE, Islândia e Noruega, que exigem reflexão junto das entidades responsáveis:

  • A hesitação em vacinar é uma ameaça para a saúde pública em toda a Europa. Nesse sentido, deve-se apostar num maior esclarecimento das populações e na luta contra a desinformação
  • A transformação digital deve ser adaptada à promoção da saúde e na prevenção de doenças, nomeadamente através da aposta em unidades e equipas de saúde móvel
  • Ainda são muitos os europeus que não têm qualquer acesso a cuidados de saúde
  • Deve haver maior cooperação europeia ao nível da partilha de conhecimentos e ações sobre medicamentos, nomeadamente terapias e estabelecer preços acessíveis

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publicado às 08:11

Como aumentar a concentração durante o estudo: 6 estratégias de sucesso

por Mäyjo, em 10.01.20

Várias situações podem influenciar a produtividade do aluno.

Mas é possível aumentar a concentração durante o estudo, lê o texto e encontrarás algumas sugestões.

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Como aumentar a concentração durante o estudo pode, por vezes, ser uma tarefa atribulada para alguns alunos. Todas as etapas escolares são exigentes para o aluno e é importante que comeces a desenvolver as tuas próprias estratégias para adquirires bons hábitos de estudo.

 

Quando entra no pré-escolar a criança inicia formalmente a sua trajetória. Aqui os educadores têm um papel importante na estimulação da aprendizagem facilitando que a criança construa o seu próprio conhecimento de uma forma lúdica.

 

Na entrada para o 1.º ciclo as tarefas começam a ser mais exigentes e, consequentemente, terá que haver maior concentração durante o estudo. Na escola secundária as atribuições de trabalho são feitas a curto prazo, uma semana no máximo e, desta maneira, os professores ajudam o estudante a distribuir o seu tempo de estudo adequadamente.

 

Na Universidade, o aluno passa a ser responsável por organizar o próprio estudo. Se não gerir adequadamente o seu tempo, corre o risco de não conseguir terminar as suas tarefas nos prazos estabelecidos.

 

Com isto deves estar a pensar na importância de adquirir bons hábitos de estudo. Então o que será preciso? Em primeiro lugar é importante conheceres-te a ti mesmo e, assim, será mais fácil responderes à pergunta de como aumentar a concentração durante o estudo.

 

A parte mais difícil de um plano de estudo é, muitas vezes, o começar. Nem sempre conseguimos motivar-nos o suficiente para começar e, por isso, adiamos constantemente.

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Estas são algumas sugestões que te podem ajudar (1):

 

  • Tenta interessar-te pelo tema;
  • Estabelece objetivos claros e realistas;
  • Exclui distrações (telemóvel, tablets, etc.);
  • Varia a rotina dentro do bloco de estudo;
  • Sumariza com frequência;
  • Usa canetas, marcadores de cores diferentes para cada disciplina/cadeira;
  • Faz intervalos a cada 50/55 minutos;
  • Recompensa-te por estudar como planeado.

 

Se não tens motivação, mais cedo ou mais tarde ela surgirá. Por isso outra técnica que sugerimos é a seguinte (1,2):

 

Quando tens de estudar senta-te a uma mesa só com os materiais de estudo num local com iluminação. Mais cedo ou mais tarde vais começar a estudar porque não é permitido sair da cadeira nesse período de tempo.

 

 

NÃO TE APETECE ESTUDAR? O QUE FAZER?

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Quando não consegues arranjar estratégias para te concentrares no estudo experimenta o seguinte:

 

Define um horário de trabalho durante a época de exames/testese cinge-te a ele. Faz de conta que estás a trabalhar, compromete-te e dedica esse tempo apenas à tua formação. Isto não significa que tenhas de passar 8 horas por dia a “marrar”, daí a importância de te conheceres bem. Estudas melhor ou és mais produtivo em que parte/hora do dia? Se já te conheces e sabes que, por exemplo, de manhã não vale a pena, não insistas. É tempo perdido e frustração ganha o que não ajuda a tua motivação/concentração;

 

Define um número de horas por dia e é esse número que decidires que será dedicado a atividades relacionadas com a tua formação. Isto inclui organizar capas de diferentes disciplinas: 

 colocar os materiais que os professores distribuíram nas aulas, 

 os teus apontamentos depois, 

 o material de leitura obrigatória e facultativa; 

conversar com colegas sobre a matériaprocurar materiais na internet ou sublinhar nas fotocópias onde estão as coisas mais importantes ou os títulos dos materiais da disciplina.

 

Uma dica importante é gostar do aspeto visual daquilo com que estás a trabalhar. Investe numas canetas novas, nuns marcadores, nuns cadernos que gostes, capas coloridas, etc.

 

 

Se estás com algum problema do foro emocional que está a ter implicações na tua capacidade de concentração durante o estudo e/ou esteja a interferir com os teus resultados escolares e não estejas a conseguir ultrapassar sozinho, pede ajuda a um profissional de saúde. Um Psicólogo pode ajudar-te nesse campo.

 

Fontes

  1. Martins H. (2009). Técnicas de estudo para pessoas irrequietas. Escola superior de Saúde Politécnico do Porto/Gabinete de Apoio ao Aluno.
  2. Zande B. et al., (2012). Lighting affects students’ concentration positively: Findings from three Dutch studies. Lighting Research and Technology.

 

 

 

 

 

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publicado às 10:07

Comer como um 'climatariano' ajuda a salvar o planeta

por Mäyjo, em 23.12.19

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Em 2015, o The New York Times destacou o termo entre as ‘novas palavras sobre alimentação’ (apesar de ela ter sido usada pela primeira vez em 2009). O jornal destaca que a dieta em questão tem como principal objetivo reverter as mudanças climáticas.

 

Em 2015, o New York Times publicou uma lista de novas palavras sobre comida. Entre elas encontrava-se a palavra “climatariano”, para descrever adeptos de dietas que podem ajudar a reverter os efeitos das mudanças climáticas, apesar de ela ter sido usada pela primeira vez em 2009.

 

Essa dieta inclui consumir comida produzida localmente (o que em 2012 se chamava de locavorismo), consumo de proteínas com menor emissão de efeitos de gases de estufa na produção (Dar preferência para consumo de aves e carne de porco, que têm menos impacto ambiental), aproveitamento integral dos alimentos (caroços, cascas, etc.) e  evitar o desperdício (o que as nossas avós chamavam de “não desperdiçar comida porque há criança no mundo que passam fome”).

 

Estas medidas têm o objetivo de diminuir a emissão de gás carbono e, assim, contribuir para o meio ambiente. Nesse sentido, um climatariano escolhe aquilo que, dentro das suas possibilidades, possui menos impacto ambiental: comer frutas da estação, comprar de pequenos produtores ou criadores, evitando ao máximo alimentar a ‘grande indústria’ da carne.

 

Assim, se quisermos ajudar a salvar o planeta através da alimentação, não precisamos de comer só fruta, legumes e leguminosas. O que não podemos fazer é abusar de alimentos com um elevado impacto ambiental. Ter uma dieta amiga do ambiente implica reduzir o consumo de carne e peixe, mas também de alimentos como a quinoa, o abacate e a chia, que, embora sejam saudáveis, podem ter efeitos ambientais desastrosos. Se tiver em conta a pegada ambiental dos alimentos e se evitar o desperdício, estará a ser um climatariano.

 

Ser um climatariano consiste em fazer uma “dieta baseada nos princípios da sustentabilidade do planeta" e para isso não é preciso necessariamente deixar de comer carne.

 

O jornal El País destaca que a chave de tudo está em entender o processo de produção daquilo que comemos. E é isso o que os climatarianos procuram: conhecer a origem e os impactos ambientais dos alimentos para tomar decisões mais responsáveis ambientalmente.

 

Entender o todo é essencial. Dados da ONU mostram que aproximadamente 75% de toda a água doce do planeta é consumida na pecuária e na agricultura. Então não adianta de muito fechar a torneira enquanto escovamos os dentes, por exemplo, se não repensarmos o nosso consumo de carne.

 

Se a filosofia ‘climatariana’ ainda não faz sentido para ti, o gráfico abaixo, com o nível de impacto de alguns alimentos, pode servir de norte para repensar as preferências alimentares:

 

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publicado às 07:31

Usa lentes de contacto? Saiba como e o que deve reciclar.

por Mäyjo, em 04.10.19

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De acordo com o estudo da Arizona State University, nos EUA, há 1,8 a 3,6 mil milhões de lentes de contacto a serem lançadas na rede sanitária, num ano, o que equivale a cerca de 20 a 23 toneladas de plástico disseminado no terreno.

Estudos de sustentabilidade publicados internacionalmente, recomendam que as lentes de contacto usadas devem ser colocadas no contentor do lixo comum, o blister de plástico e a tampa de alumínio no ecoponto amarelo e a caixa de cartão no ecoponto azul do papel/cartão.

Para não contaminar o ambiente, não deite as lentes na rede sanitária. O plástico das lentes de contacto segue para as estações de tratamento de água, acabando por se espalhar nos solos e oceanos.

No entanto, há já fabricantes que permitem que, depois de usadas, as lentes sejam enviadas para posterior reciclagem. Informe-se junto da sua ótica.

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publicado às 05:44


Este blog disponibiliza informação com utilidade para quem se interessa por Geografia. Pode também ajudar alunos que por vezes andam por aí desesperados em vésperas de teste, e não só, sem saber o que fazer...

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